No dia 12 de agosto de 2026, Portugal vai assistir a um dos fenómenos astronómicos mais marcantes dos últimos anos.
O eclipse terá início aproximadamente às 18h33, atingirá a ocultação máxima por volta das 19h30 e terminará cerca das 20h23. Na cidade de Bragança, a ocultação do disco solar será de cerca de 99,8%. Numa pequena área do Parque Natural de Montesinho, inserida na faixa de totalidade, será possível observar alguns segundos de eclipse total.
Precisamente por se tratar de um fenómeno raro, capaz de despertar a curiosidade de milhares de pessoas, é fundamental saber observá-lo em segurança.
Durante um eclipse, a redução da luminosidade pode transmitir uma falsa sensação de segurança e tornar mais confortável olhar na direção do Sol.
No entanto, a radiação solar continua a atingir os olhos.
Segundo a Direção-Geral da Saúde, bastam alguns segundos de exposição direta para poder ocorrer dano na retina, a estrutura do olho responsável pela captação da luz e essencial à visão.
Uma das possíveis consequências é a retinopatia solar, uma lesão provocada pela exposição da retina à radiação solar.
Há ainda um fator particularmente importante: a retina não possui recetores de dor. Isto significa que uma lesão pode ocorrer sem que a pessoa sinta imediatamente que está a causar danos aos olhos. Os sintomas podem surgir apenas algumas horas ou mesmo dias depois da exposição.
A principal recomendação é simples: 3Nunca olhe diretamente para o Sol sem proteção adequada.
Para a observação direta do eclipse devem ser utilizados óculos especificamente concebidos para observação solar, certificados segundo a norma internacional ISO 12312-2 e com marcação CE.
Os óculos devem ser colocados antes de dirigir o olhar para o Sol. Antes de os retirar, deve voltar a desviar o olhar.
A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia reforçou igualmente, a propósito do eclipse de 2026, a importância da utilização de proteção ocular específica e dos cuidados necessários para evitar lesões associadas à observação solar.
Mesmo os óculos de sol muito escuros ou polarizados não permitem observar diretamente o eclipse em segurança.
Também não devem ser utilizados materiais improvisados, como:
• Radiografias
• Vidros escurecidos
• Negativos fotográficos
• Películas
• Outros filtros artesanais
Estes materiais não conseguem filtrar adequadamente toda a radiação potencialmente nociva para os olhos.
Também não é seguro observar diretamente o Sol através da câmara de um smartphone, máquina fotográfica, binóculos ou telescópio sem equipamento de proteção solar específico.
Os instrumentos óticos podem concentrar a radiação solar, aumentando significativamente o risco de lesão ocular.
Os óculos destinados à observação direta de eclipses também não devem ser utilizados em conjunto com binóculos, telescópios ou outros instrumentos óticos sem filtros próprios instalados no equipamento.
As crianças devem ser sempre acompanhadas por um adulto durante a observação do eclipse.
A Direção-Geral da Saúde recomenda que bebés e crianças pequenas não façam observação direta do fenómeno. Quando uma criança utiliza óculos certificados para eclipse, um adulto deve confirmar que permanecem corretamente colocados durante todo o período de observação.
Sempre que possível, podem privilegiar-se métodos indiretos de observação, como projeções do Sol ou transmissões do fenómeno.
Uma lesão provocada pela observação inadequada do Sol pode não causar sintomas imediatamente.
Nas horas ou dias seguintes, esteja atento a alterações como:
• Visão turva ou distorcida
• Manchas ou pontos negros no campo visual
• Alteração da perceção das cores
• Diminuição ou perda súbita da visão
• Dor ocular intensa
Perante algum destes sintomas durante ou após o eclipse, a Direção-Geral da Saúde recomenda o contacto imediato com o SNS 24, através do 808 24 24 24, para orientação adequada. Em situação de emergência, deve ser contactado o 112.
O eclipse solar constitui uma oportunidade para recordar algo que deve fazer parte dos cuidados de saúde ao longo de todo o ano: as alterações da visão não devem ser ignoradas.
Dificuldade progressiva em ver ao longe ou ao perto, visão turva, flashes luminosos, aparecimento súbito de manchas, dor ocular, vermelhidão persistente ou outras alterações da visão justificam avaliação clínica.
A Oftalmologia permite avaliar a saúde ocular, identificar alterações e acompanhar patologias que podem comprometer progressivamente a visão.
No Terra Quente Saúde, a especialidade de Oftalmologia está disponível nas cinco unidades do Grupo:
📍 Terra Quente Saúde – Hospital Mirandela
📍 Terra Quente Saúde – Hospital Bragança
📍 Terra Quente Saúde – Hospital Chaves
📍 Terra Quente Saúde – Polo Foz Côa
📍 Terra Quente Saúde – Polo Mogadouro
No dia 12 de agosto, observe o eclipse em segurança. E, todos os dias, esteja atento à saúde dos seus olhos.
Para informações sobre consultas de Oftalmologia ou disponibilidade nas diferentes unidades, contacte o Terra Quente Saúde.