Ao contrário de uma dor, de uma febre ou de uma infeção, a pressão arterial elevada pode não causar um sinal evidente no momento em que está a acontecer.
E é precisamente isso que a torna tão importante de acompanhar.
A hipertensão não costuma “gritar”. Muitas vezes, atua de forma discreta: a cada dia, o sangue circula com mais pressão sobre as paredes das artérias, obrigando o coração e os vasos sanguíneos a trabalhar sob maior esforço.
O corpo pode adaptar-se. A pessoa pode continuar a trabalhar, conduzir, caminhar, cuidar da família, fazer a sua vida normal, sem sentir que algo está errado.
Mas ausência de sintomas não significa ausência de impacto.
Com o tempo, a pressão arterial elevada pode afetar órgãos que dependem de vasos sanguíneos saudáveis: o coração, o cérebro, os rins e os olhos. Cuidar da pressão arterial é também da qualidade de vida.
No Dia Mundial da Hipertensão, assinalado a 17 de maio, reforçamos a importância de olhar para este tema com regularidade e responsabilidade: conhecer, acompanhar e procurar orientação quando existem dúvidas ou alterações.
Por isso, a pergunta mais importante talvez não seja “sinto alguma coisa?”, mas sim:
“Tenho acompanhado a minha pressão arterial?”
“Sei se os meus valores estão dentro do esperado para mim?”
“Já falei com o meu profissional de saúde sobre este tema?”
Prevenir não é viver com medo.
É conhecer, acompanhar e agir a tempo.
Na dúvida, fale com o seu profissional de saúde.
Por Dra. Dina Carvalho